quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo!

Último dia do ano de dois mil e oito. Ano de muitas, muitas realizações!
Mas façamos uma breve pausa: por que os homens desejam que o Ano Novo seja da forma "X" ou "Y"? Não, isso não está certo!
Acho que nós deveríamos dizer: "Desejo que o seu ano novo NÃO seja assim, nem assim, nem assim...". Ué, Douglas, dá no mesmo... Não, não dá no mesmo!
O ser humano é movido por instintos, desejos... E o nosso ego anseia pela realização de tais desejos. Quando fazemos planos que não são cumpridos, a sensação de frustração é inevitável...
Sem contar que é muito mais legal quando atingimos uma meta que sequer pensávamos que tal fato era uma meta em nossa vida... Diria já Paulinho Moska: "ENTÃO ME DIZ QUAL É A GRAÇA DE SE SABER O FIM DA ESTRADA QUANDO SE PARTE RUMO AO NADA?"
Partamos também nós rumo ao desconhecido. Não coloquemos metas tão exigentes em nossas próprias vidas. Deixemo-las acontecerem por si só!
Saiba o que você NÃO quer. Digo e repito: é a partir do instante em que você sabe o que você NÃO quer que a sua vida começa a tomar algum rumo. saiba quais itens deverão estar fora da sua vida na nova jornada. Ué, você tem mais 365 dias creditos na conta da sua vida. Se vc vive os 365 sem nada fazer, é problema seu. O saldo volta a zero!
Saiba delimitar quais coisas você não quer mais que façam parte de sua vida. Limpe a casa! Arrume o armário da sua vida... Tire tudo que é lixo, jogue os rascunhos fora, cara! Só deixe sobre a mesa folhas em branco, saiba que você é o escritor de sua vida! Não existe pré-determinação em termos de vida. É você quem escreve o próximo capítulo da sua vida.
A próxima novela está para começar em menos de 24 horas. Quem vai dita as regras é você! O vilão, a mocinha, a grávida, a puta, o fortão, a gostosa, o prefeito, todos os personagens dessa novela são seus! Aprenda a escrever!
Você pode não gostar de escrever, mas teve que fazê-lo algumas vezes na escola. E quanto à vida é ainda pior: ninguém te perguntou se você queria fazê-lo e ninguém vem a cada bimestre dizer se você está tirando nota azul ou vermelha... Nessa redação, você não tem borracha nem líquido corretivo. Apenas uma caneta! E diga-se de passagem: a caneta só tem UMA cor! O tom mais forte, mais fraco depende de como você pressiona a caneta frente à folha de papel...
Tá, tudo bem, todos erram... Mas não pegue a caneta e risque o seu erro. A folha vai ficar horrível com aquele borrão no meio da composição. É mais adequado que você, numa outra linha, diga o que você, de fato, queria dizer, só que agora com outras palavras, mais explicitamente.
Lembre-se: quem escolhe os personagens também é você! Só existe um grupo de pessoas as quais você não escolhe: família! Quanto a todas as outras, é sua função fazer a listinha!
Mas voltemos ao argumento: o critério para 2009 não é o da afirmação, mas o da negação. Não faça lista de metas para 2009, faça lista do que você quer que NÃO se repita em 2009!
Aí fica mais fácil: o que vier é lucro!
Se você exclui todas as opções ruins, só sobram boas e ótimas opções... kkk
Bem, fiquem com um texto muito profundo, de um escritor português, José Régio, que fala exatamente desse assunto:

Cântico negro
José Régio
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí!
Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Vivendo com persona

Oi. Meu nome é Pedro Luís. Sou brasileiro, solteiro e complexo. Tenho 27 anos. Não que minha idade seja avançada, mas certamente tem um peso na minha história de vidas que contarei aos leitores desse blog. Na primeira década do século XXI, eu levo uma vida grega! Grega porque minha perfomance diária é digna dos atores atenienses em épocas remotas...
Ah, eu não sou apenas eu! Eu sou eu e sou "ele"... "Ele" porque existem dois "pedros" num só! Olha, que espetáculo! Quando a platéia espera anciosa por minha atuação, eu entro com "persona", a máscara que me confere uma outra personalidade. E então eu falo, grito, converso, gesticulo, brinco, dou risada, corro, sofro, pulo, durmo e... E morro! Aproveito-me também, diariamente, da lição que nos trouxe a mitológica Fênix: eu sempre morro, para então renascer!
Afinal, hoje é Natal neh?! Pois é... Dia de morrer! Por mais que minhas palavras induzam o leitor a crer que estou volvendo-me louco por falar em MORRER no Natal. Mas, pensemos bem: morramos todos para renascermos! Ainda que das próprias cinzas!!! Enterremos nossos mortos, deixemo-los partirem, possamos dar-lhes o merecido descanso. E permitamos que renasça aquele fio belíssimo de esperança, verdinho verdinho, que se encontra lá dentro de nossos corações...
E quanto à persona, voltemos... É bem verdade que eu deveria ser um caso para o doutor Freud. Sigmund ficaria fascinado em analisar o meu caso. É por essas e outras que digo que algumas pessoas deveriam ser imortais... É... Alguns seres humanos como Sigmund Freud não poderiam morrer jamais! Entretanto, é a lei da vida! O circle of life, o ciclo da vida, como diria nosso amigo Simba...
Argumento, destarte, por um motivo muito simples: sofro de múltiplas personalidades! Não que eu mude meu humor com facilidade como alguns, irritantemente, o fazem. Lo que pasa es que pareço ter me viciado em leituras do tipo Dr. Jekyll and Mr. Hyde! Há vários indivíduos aprisionados aqui dentro... Há vários "pedros" que entram em conflito a todo instante... E confessar-lhes-ei: essa "síndrome de Fernando Pessoa" mata, ainda que aos poucos, mas mata! É um estranho e deprimente caso clínico.
Lembro-me, por um instante, do meu poema favorito: AUTOPSICOGRAFIA, do Pessoa. É um textinho pequeno, mas sempre me chamou a atenção. Observemos:
AUTOPSICOGRAFIA (F. Pessoa)
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Há duas dores no poeta. Ou seriam dois poetas para uma dor única? Enfim, fato é que essas duas "coisas" convivem aqui dentro. Brigam, com certa freqüência, vale dizer... Mesmo porque, como afirma Pessoa, há uma dor que o poeta NÃO tem. Essa dor, após ser criada, ela vai se tornando cada vez mais e mais real. Até que chega um ponto em que naturalidade e artificialidade (em termos de dor) se tornam conceitos indissociáveis. O poeta não distingüe se a dor que está sentindo naquele momento é a dele ou é a criada... E é bem verdade que, no fim das contas, ele acaba sofrendo por ambas!
E tem mais... Não é apenas a dor que é criada (e recriada). Os personagens também! Só que, após algum tempo, a persona não sai mais do rosto... A máscara gruda, com o suor da pele, no rosto do ator. E, a partir desse ponto, fica quase impossível que Mr. Hyde volte a ser Dr. Jekyll. Ele não consegue! As personalidades acabam se fundindo... E mais complexo: o ser que seria o misto entre Jekyll e Hyde ama e odeia chocolate. Os gostos, os ódios, os amores, os rancores, as paixões, as emoções, tudo se funde! Resulta que o estágio final desse "ser" não responde às leis da razão (seja lá quais forem essas!)...
Some a isso o fato de o "monstrinho" ter que usar seu lado "Jekyll" (o lado do "disfarce") para a pessoa mais importante em sua vida. Ufa! Essa é a parte mais complexa de todas! Usar um pseronagem com pessoas amadas. Seria tão mais fácil se a dita pessoa aceitasse ver o que há por trás daquela máscara. E aceitar como ela é!
Mas não... As pessoas curtem ser enganadas e gostam de máscaras. Preferem o conforto que o "papel" traz ao estresse que o "real" produziria. Confesso também que há uma certa irritação em meu tom de voz ao descrever essa parte da minha vida. Tenho uma vontade de dar umas sacudidas na pessoa e dizer: "Acorda, vê que esse não sou eu...". Mas acho que não adiantaria. Ainda que eu atirasse a máscara no chão (como já tentei), ela pegaria a máscara de volta e diria "Põe isso na cara agora mesmo! E nunca mais ouse a tirar a persona do rosto!".
O que me resta é pegar a máscara de volta e pôr no rosto outra vez. Abaixo a cabeça então e saio da sala, com o rabo entre as pernas. Ao que parece, as pessoas querem saber da Donatela, não interessa quem seja ou como esteja a Cláudia Raia. É mais fácil para as pessoas fazerem chacota que o casamento da Suzana Vieira era uma piada porque ela era uma velha pra ele do que pararem para observar, no próprio rosto daquela mulher nas capas de revistas, o sofrimento pela perda do ex-marido.
Mas que diabos pensam essas pessoas? Ah, como poderia me esquecer?! A onipotência humana... O homem é programado para ser máquina! E atender a todos os anseios da sociedade: como diria um livrinho de Ciências: (assim como as plantas) o ser humano nasce, cresce, se reproduz e morre...
Será? E se eu tirar a máscara? Olha que eu tiro hein?!

sábado, 20 de dezembro de 2008

O doido da garrafa - ADRIANA FALCÃO

Ele não era mais doido do que as outras pessoas do mundo, mas as outras pessoas do mundo insistiam em dizer que ele era doido.
Depois que se apaixonou por uma garrafa de plástico de se carregar na bicicleta e passou a andar sempre com ela pendurada na cintura, virou o Doido da Garrafa.
O Doido da Garrafa fazia passarinhos de papel como ninguém, mas era especialista mesmo em construir barquinhos com palitos. Batizava cada barco com um nome de mulher e, enquanto estava trabalhando nele, morria de amores pela dona imaginária do nome. Depois ia esquecendo uma por uma, todas elas, com exceção de Olívia, uma nau antiga que levou dezessete dias para ser construída.
Batucava muito bem e vivia inventando, de improviso, músicas especialmente compostas para toda e qualquer finalidade, nos mais variados gêneros. Uai aí aquela da mulher de blusa verde atravessando a rua apressada, e o Doido da Garrafa imediatamente compunha um samba, uma valsa, um rock, um rap, um blues, dependendo da mulher de blusa verde, do atravessando, da rua e do apressada. Geralmente ficava uma obra-prima.
Gostava muito de observar as pessoas na rua, do cheiro de café, de cantar e de ouvir música. Não gostava muito do fato de ter pernas, mas acabou se acostumando com elas. De cabelo ele gostava. Em compensação, tinha verdadeiro horror a multidão, bermudão, tubarão, ladrão, camburão, bajulação, afetação, dança de salão, falta de educação e à palavra bife.
Escrevia cartas para ninguém, umas em prosa, outras em poesia, como mero exercício de estilo.
Tinha mania de dar entrevistas para o vento e já sabia a resposta de qualquer pergunta que porventura alguém pudesse lhe fazer um dia.
Ajudava o dicionário a explicar as coisas inventando palavras necessárias, como dorinfinita.
Adorava álgebra, mas tinha particular antipatia por trigonometria, pois não encontrava nenhum motivo para se pegar pedaços de triângulos e fazer contas tão difíceis com eles.
Conhecia mitologia a fundo.
Tinha angústia matinal, uma depressão no meio da tarde que ele chamava de cinco horas, porque era a hora que ela aparecia, e uma insônia crônica a quem chamava carinhosamente de Proserpina.
Sentia uma paixão azul dentro do peito, desde criança, sempre que olhava o mar e orgulhava-se muito disso.
Acreditava no amor, mas tinha vergonha da frase.
Às vezes falava sozinho, Preferia tristeza à agonia.
Todas as noites, entre oito e dez e meia, era visto andando de um lado para o outro da rua, método que tinha inventado para acabar de vez com a preocupação de fazer a volta de repente, quando achava que já tinha andado o suficiente. (Preferia que ninguém percebesse que ele não tinha para onde ir.) Enquanto andava, repetia dentro da cabeÇa incessantemente a palavra ecumênico sem ter a menor idéia da razão pela qual fazia isso.
Durante o dia o Doido da Garrafa trabalhava numa multinacional, era sujeito bem visto, supervisor de departamento, ganhava um bom salário e gratificações que entregava para a mulher aplicar em fundos de investimento.
No fim do ano ia trocar de carro.
Era excelente chefe de família.
Não era mais doido do que as outras pessoas do mundo, mas sempre que ele passava as outras pessoas do mundo pensavam, lá vai o Doido da Garrafa, e assim se esqueciam das suas próprias garrafas um pouquinho.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sinal de vida!!!

Olá, anjos!
Como estão todos? Bem, eu estou maravilhosamente bem e com todo o gás para terminarmos esse conto até o fim desse mês... Aproveitarei as férias e adiantarei as postagens...
Aos que acompanham a "saga", peço-lhes que não deixem de comentar a CADA capítulo, pois o retorno de vocês é fundamental para construirmos o nosso "Você decide"... kkkkk
Avivemos as nossas memórias: já recuperaram o fôlego da cena entre Anyne e Lucas? Espero que sim porque ainda há muita coisa a chocar-lhes no decorrer desse conto intermediário. Digo intermediário porque, volto a falar, esse blog é meu laboratório de produção literária: a idéia é escrever três contos, que guardam alguma relação entre si, e publicá-los em livro. Em 2007, vocês leram AMOR VINCIT OMNIA (O amor vence tudo!), em 2008 estão lendo o atual conto e em 2009 teremos a última história... Já pararam para buscar correlações entre o conto do ano passado e o atual? Pois é, podem começar com as viagens criativas!
Ah, estou esperando também sugestões quanto às postagens... Quaisquer idéias são bem-vindas, em especial as idéias das meninas de Recife né, Claudinha?! Espero ler mais opiniões suas e de suas amigas...
Bem, é isso... rs... Só passei pra dar sinal de vida, e dizer que voltaremos em breve e a todo vapor! Afinal, Alvorada NUNCA ESTEVE com tanto gás! kkkk

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Messages

Hi, friends!
Hey, u can't imagine how much I miss u, guys!
Sascha, when I travel to France or Italy, I'll surely send u a message, okay?!
I haven't had time to translate my tales yet, but I'll do it asap...
Just for curiosity, let me explain it again: the main character is Lucas, who is in love with two women: his wife, Thaynam, and a very strong love, Anyne. He loves both women! There are many characters, and that's why it takes me so long to write it all in English...
Hey, Sascha, is everything alright in Switzerland? What about your classes and dating?
And what about u, Alex?
And, c'me on, what about all the other fellows?
:-)

sábado, 8 de novembro de 2008

Desabafo da desilusão amorosa...

Não entendo! Definitivamente não entendo! Passam-se os anos e todavia não entendo! Deve ser porque minha mente é limitada demais, mas estou a anos-luz de compreender certas coisas. Perguntinha um pouco complexa: o que será que se passa pela cabeça de alguém quando diz “eu te amo”? Queria ver tais pensamentos em flashbacks!
As pessoas têm capacidades e limitações distintas. Tá, tudo bem! Isso eu aprendi ainda quando criança. O que não entendo, nem enquanto adulto, é porque o “eu te amo” representa tão diferentes vontades de se lutar pela construção de algo que valha a pena... Existem pessoas que, pelo “eu te amo”, conseguem o inimaginável, pelo simples significado de tal expressão em seus corações. Existem outras, no entanto, que conseguem dizê-lo, mas o horizonte de possibilidades de risco é pequeno. O medo é infinitamente maior!
Minha cabeça age, em solidariedade, ao meu coração nesse momento. Busca respostas! A mais plausível encontro em Renato Russo... Fiquemos com o mestre:


Mais Uma Vez
(Legião Urbana)
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amarTem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!
Quem acredita sempre alcança!

sábado, 1 de novembro de 2008

Capítulo VII - Ioci adultorum

Tá bom, tá bom... Deixei curiosas algumas cabecinhas aqui neh?! rs

Antes que me trucidem, vamos à continuação da cena entre Anyne e Lucas... Vou alterar um pouqinho o final do capítulo VI, pra fazermos a ponte com o final da cena...

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Ao perceber um silêncio fulcral, Lucas se apressa com o banho. "Ne me quitte pas" começa a tocar beeeem baixinho. O professor fica curioso. Findo o banho, Lucas se seca e vesta o roupão. Termina de se arrumar e abre a porta do banheiro. Com o barulho da porta, a suavidade da canção francesa dá lugar ao sombrio fundo musical de "Pieces of me" de Britney Spears...

Estarrecido, Lucas anda pelo corredor e percebe que a casa estaria toda no escuro, não fosse um caminho de velas aromáticas... O belo esfrega os olhos e não entende nada. "Amor?!" O silêncio como resposta o deixa intrigado. O cheiro de incenso começa a mexer com o imaginário dele... Todo aquele clima deixa o biólogo excitado. Aroma de Fleur D´Amour! Lucas desce as escadas com o coração quase saindo pela boca.

"Anyne, o que que você tá aprontando hein?!" Back at one começa a tocar... "Sh..." A mão da amada tapa a boca dele, abraçando-lhe por trás. Uma venda é colocada sobre seus olhos e Anyne o coloca sentado sobre o sofá. Logo após, a gata senta no seu colo, de frente, e lhe beija apaixonadamente. Começa então a beijar o seu pescoço e passar a mão pelo seu peito. Lucas puxa o corpo da amada contra o seu... Anyne começa a dar leves mordidas próximas às orelhas dele.

A música muda para Amor gitano da Beyoncé... "O que foi dessa vez, amor?!" Anyne responde colocando morango na boca do amado. "Hum... Morango com chocolate é pra acabar comigo..." A bela responde ao pé do ouvindo enquanto passa as unhas no peito dele "O que vai acabar com você hoje, meu bem, não são os morangos..."Anyne levanta e se afasta dele. Com o gingado cigano de Amor gitano, Anyne começa a dançar com o corpo colado ao de Lucas. "Bebê, esse aroma leve de chocolate, essa surpresa toda e você mais enigmática que nunca estão me deixando louco..." Anyne, passando as unhas pelo peito de Lucas, responde: "Mas a idéia é essa, meu amor! Te deixar completamente louco..."

"Pieces of me" volta a tocar enquanto Lucas começa a tirar a venda dos olhos... O mocinho fica boquiaberto quando vê Anyne vestida especialmente para a ocasião: uma roupa coladíssima no corpo à Mulher Gato. Com um sorriso sarcástico, a gata pergunta: "Que foi? Não gostou, gato?" "Adorei, só estou ainda..." O estalar do chicote que Anyne tinha em mãos não deixam nem o professor terminar de falar.

A morena ri da cara de Lucas e manda "Hoje, gato, você é só meu... E vejo que esse clima todo está te deixando bem animadinho neh?!" Anyne passa a mão pela calça do amado. Ainda sem graça, Lucas beija a mulher, que lentamente coloca as mãos dele pra trás. Um clic faz Lucas perceber que já era tarde pra escapar: a bela o havia algemado. "Que foi isso, amor?" "Diríamos que quero você bem quietinho hoje... Só respondendo a estímulos... Que tal?" As unhas da gata o arranham com força. "Ai, amor!" "Nossa, sua carinha de dor agora foi altamente excitante...." "Brinca com fogo que você se queima, gata..." "E se eu quiser me queimar hoje, como fica?"

O estalar do chicote novamente faz Lucas arregalar os olhos. "Sobe..." "Anyne?" "Lucas, meu gato, hoje você apenas obedece, combinado?" O chicote dessa vez estala bem ao lado dele. Gaguejando, ele responde: "Com-bi-na-do!"

Anyne levanta as sobrancelhas como se dissesse "Não subiu ainda por que?". Lucas sobe lentamente para o quarto. A cada degrau o casal se beijava lentamente. Chegando ao quarto, Lucas deita na cama e Anyne lhe tira as algemas. "Ufa, estava me dando um nervosismo horripilante ficar com isso..." "E você acha que já acabou?!" "Amor! O que mais você vai fazer comigo hoje? Me dar choque?" A carinha de decepção da bela e o dedinho na boca são intrigantes. "Poxa, nem pensei nessa hipótese... Deixa pra próxima..." "Anyne, você me assusta!" "Ah, vai dizer que não está curtindo?" Lucas ri, ainda assustado, e responde: "Muito!"

Deitada sobre ele, Anyne lambe o pescoço de Lucas, enquanto começa a abrir o zíper de sua calça. Ela passa a língua em seu queixo, lábios, canto do rosto... Orelhas... Suspira em seu ouvido... Lucas se senta na cama, recostando na guarda... Ele põe Anyne entre as suas pernas, de costas pra ele. Abrindo o zíper de sua fantasia, ele vai passando a língua nas suas costas... Sopra, então, levemente na sua nuca. A bela aperta as pernas do amado e as coloca sobre as suas coxas. Virando-se de frente para ele, Anyne começa a beijar seu peito. Morde seus mamilos e tira toda a roupa dele. Lucas termina de tirar a roupa dela também.

A gata resolve ir além... Sua língua brinca com os lábios dele. Desce para o pescoço e peito. Desce mais até o umbigo. Ele sente cócegas na barriga, ela ri e continua a beijar e lamber sua barriga. As mãos dele afagam os cabelos da amada, que desce um pouquinho mais, chegando onde ele queria. Ao som de My idea of heaven, Anyne enlouquece o seu amor quando massageia os pés dele e depois começa a subir novamente com beijos nas suas pernas... O calor dos seus beijos e respiração ofegante perto da virilha dele deixam o belo enlouquecido. Anyne passa a língua pelas coxas dele e volta a fazer sexo oral no amado. Lucas puxa todo o forro da cama, louco de tesão.

Anyne leva ainda alguns minutos naquela cena, até que, subitamente, levanta. De pé na cama, ela põe a perna direita sobre o peito do amado e começa a rir. "Estou vendo que esse mocinho está gostando da brincadeira..." "Sempre gostei de suas brincadeiras, gata!" Com um sorriso sarcástico, Anyne diz: "Nossa, você nessa posição me lembra assim, um Homem Vitruviano, de da Vinci...". Inocentemente, Lucas abre as pernas e os braços dando risada. "Assim, mocinha?".
Anyne, que com as mãos pra trás escondia um aparelinho tipo um controle remoto, olha fixamente para o objeto. Lucas diz "Ohow...", quando Anyne aperta um dos botões e quatro garras prendem suas mãos e braços. Lucas suspira, dando risada, ainda incrédulo. "Tenho medo de você!" Anyne ri e diz: "Ué, você que disse que sempre curtiu as minhas brincadeiras..." "Mas o pior é que eu sempre curto..." "Bem, pelo que eu estou vendo você continua curtindo a atual brincadeira..." Anyne deita-se sobre o amado, agora preso, e o beija com carinho. Super excitado, ele só pode beijá-la também. Anyne desce mais o corpo, sentindo a excitação do amado dentro dela.
Agora Lucas fica ao bel prazer dos movimentos de Anyne, sentada sobre ele. Os olhos fechados dela e todo aquele clima louco o deixam ainda mais fascinado. Os uivos do belo deixam Anyne radiante. A música passa para o remix de What hurts the most, de Cascada. Anyne libera o amado da armadilha, que, de sopetão, lhe prende os braços pra trás, e a deita de bruços, sussurando em seu ouvido: "Te disse que não era pra mexer com fogo!" Tomando-lhe o controle da mão, Lucas prende a mulher nas garras. Aproveitando-se da posição completamente vulnerável de Anyne, de braços e pernas abertas, Lucas rasga parte da fantasia de Mulher Gato, que estava jogada pelo chão, e começa, com o tecido, a fazer cócegas no corpo dela. Às gargalhadas, Anyne grita: "Pára, Lucas, pára!". Com um sorriso maquiavélico, ele beija-lhe na bochecha e diz: "Ué, cócegas são piores do que dor, meu amor! Achei que gostasse..." "Não é isso, é que..." Antes de terminar a frase, Anyne já gargalhava de novo...
Lucas solta a morena-índia, que troca a música para I'm a slave for you, da Britney. Ele a imprensa contra a parede, mordendo seu pescoço. O casal se reveza nos amassos sufocantes... Anyne põe Lucas deitado de novo na cama e usa a armadilha outra vez. "O que você quer agora?" A bela não responde. Sai do quarto e o deixa curioso. Volta 2 minutos depois com uma tigela de chocolate, com vapor ainda, pois estava quente... "Gata, que que você está pensando em fazer com esse negócio quente?"
Anyne pega uma outra tigela com morangos. Ela derrama um pouco de chocolate no peito dele...
"Bebê, isso está quente!" "Ué, mas a intenção não é essa?!" Risos. A bela passa alguns morangos no chocolate e dá ao amado na boca. O misto de dor, pelo chocolate quente, e prazer com aquela cena toda fazem Lucas voltar a se excitar. Ao sair da armadilha, Lucas deita Anyne na cama e derrama um pouco do chocolate sobre seus seios e barriga. A língua do amado em sua pele lhe deixa louca...
O casal vai parar embaixo do chuveiro. Uma sensação de felicidade súbita enche o peito de Lucas ao ver o sorriso de Anyne com o toque da água sobre seu rosto. Tocando seu rosto, Lucas diz: "Eu amo você!" "Eu também te amo! A cada segundo mais..." O barulho da água caindo se misturava ao som de Non me lo so spiegare deTiziano Ferro e Laura Pausini.
Lucas se sentia no paraíso. Estava ao lado da mulher que amava. Ou melhor, de uma das mulheres que amava...

"U POVU"... kkkkkkkk

Ok ok... Aos que não gostam de Jabor (o fenômeno "global"), venho me redimir, dessa vez com Veríssimo... (Nuss, que diferença hein?! rs)

Esse textinho eu li há uns 6 anos, mas ainda acho um máximo...


Nada como o sagaz humor de um dos mais brilhantes escritores brasileiros...

Vamos então...

O POVO
(por LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO)
Não posso deixar de concordar com tudo que dizem do povo. É uma posição impopular, eu sei, mas o que fazer? É a hora da verdade. O povo que me perdoe, mas ele merece tudo o que se tem dito dele. E muito mais.
As opiniões recentemente emitidas sobre ao povo até agora foram tolerantes. Disseram, por exemplo, que o povo se comporta mal em grenais. Disseram que o povo é corrupto. Por um natural escrúpulo, não quiseram ir mais longe. Pois eu não tenho escrúpulo.
O povo se comporta mal em toda parte, não apenas no futebol. O povo tem péssimas maneiras. O povo se veste mal. Não raro, cheira mal também. O povo faz xixi e cocô em escala industrial. Se não houvesse povo, não teríamos o problema ecológico. O povo não sabe comer. O povo tem um gosto deplorável. O povo é insensível. O povo é vulgar.
A chamada explosão demográfica é culpa exclusivamente do povo. O povo se reproduz numa proporção verdadeiramente suicida. O povo é promíscuo e sem-vergonha. A superpopulação nos grandes centros se deve o povo. As lamentáveis favelas que tanto prejudicam nossa paisagem urbana foram inventadas pelo povo, que as mantém contra os preceitos da higiene e da estética.
Responda, sem meias palavras: haveria os problemas de trânsito se não fosse pelo povo? O povo é um estorvo.
É notória a incapacidade política do povo. O povo não sabe votar. Quando vota, invariavelmente vota em candidatos populares que, justamente por agradarem ao povo, não podem ser boa coisa.O povo é pouco saudável. Há, sabidamente, 95 por cento mais cáries dentáries entre o povo. O índice de morte por má nutrição entre o povo é assustador. O povo não se cuida. Estão sempre sendo atropelados. Isto quando não se matam entre si. O banditismo campeia entre o povo. O povo é ladrão. O povo é viciado. O povo é doido. O povo é imprevisível. O povo é um perigo.
O povo não tem a mínima cultura. Muitos nem sabem ler ou escrever. O povo não viaja, não se interessa por boa música ou literatura, não vai a museus. O povo não gosta de trabalho criativo, prefere empregos ignóbeis e aviltantes. Isto quando trabalha, pois há os que preferem o ócio contemplativo, embaixo de pontes. Se não fosse o povo nossa economia funcionaria como uma máquina. Todo mundo seria mais feliz sem o povo. O povo é deprimente. O povo deveria ser eliminado.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Atacando com Jabor!

Salve, salve, leitores!
Bem, pelo visto o corte (estratégico) no meio da cena caliente de Lucas com a gata deu o que falar...
Antes de dar prosseguimento, trago aos senhores um textinho de Arnaldo Jabor. Tá, tudo bem, concordo que ele é machista, manipulador de opiniões, etc etc etc, mas não se pode negar que é um homem inteligentíssimo e que tem um talento incrível para a escrita!
Ei-lo aqui:

'Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah,terminei o namoro...'
- 'Nossa,quanto tempo?'
- 'Cinco anos...Mas não deu certo...acabou'
- ?É não deu...?

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos esta coisa completa. À
s vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...senão bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta .
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta .
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você. E vice versa.
Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte.
Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias. E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?"
Arnaldo Jabor

domingo, 26 de outubro de 2008

Capítulo VI - Calidi ioci

Alvorada. 19h. O sol estava se pondo ainda, com o horário de verão, na nossa cidadezinha. Lucas põe a mala no canto da sala e estranha o silêncio da casa de Anyne. "Amor?" "Lucas?" "Eu, meu amor..." "Uau, pensei que você chegar mais tarde... Que saudade de você!" - a morena ainda estava de calcinha e sutiã, e preparava algo na cozinha.
O casal se abraça e Lucas, com as mãos na nuca da gata, começa a fazer cafuné, enquanto sente seu cheiro. "Gatinho, tenho algumas surpresinhas pra você hoje..." "Antes delas me dá um beijo vai..." O professor já mordia os lábios da amada, antes mesmo de qualquer resposta dela. Aquele beijo tinha gosto de saudade. Anyne estava eufórica naquele dia. Havia tido muitas idéias, digamos... pervertidas, na ausência do seu homem.
Aquele beijo era mais que um simples beijo... A respiração profunda como se sentissem alívio, leveza, calmaria, e... E amor! Entre um beijo e outro, Lucas encostava a pontinha do nariz no nariz de Anyne, como uma criança a pedir carinho e proteção.
"Meu amor, eu preciso terminar o que estava fazendo aqui..." Lucas olha curioso pra cozinha e caminha em direção à mesa. "E o que o amor da minha..." "Epa! Não pode ver... Segredo!" "Ih, mas ela está tão misteriosa hoje."
Anyne morde o lábio inferior e abraça o marido, apertando-lhe todo. "Faz o seguinte? Suba, tome um bom e relaxante banho... Depois ponha o roupão que deixei sobre a cama e desça pra melhor noite da sua vida!" Lucas suspira e ri. "Ui, tenho até medo dessas horas..." rs
Atentendo aos pedidos da amada, o biólogo sobe e abre a torneira da banheira. Lá ficaria por umas 2h, pensando na vida, nos problemas, nos amores... É, digo noS amorES... De repente, a imagem de Thaynam lhe vem a cabeça. Lucas joga água no rosto e suspira. "Thaynam, te amo!" - fala sozinho.
Enquanto isso, a morena-índia já havia se arrumado, aprontado toda a decoração da casa e posto os "detalhes" em locais adequados. Anyne havia decidido que naquela noite iria levar a imaginação do amado aos extremos...
Ao perceber um silêncio exagerado, Lucas se apressa com o banho. "Ne me quitte pas" começa a tocar beeeem baixinho. O professor fica curioso. Findo o banho, Lucas se seca e vesta o roupão. Termina de se arrumar e abre a porta do banheiro. Com o barulho da porta, a suavidade da canção francesa dá lugar ao sombrio fundo musical de "Pieces of me" de Britney Spears... Estarrecido, Lucas anda pelo corredor e percebe que a casa estaria toda no escuro, não fosse um caminho de velas aromáticas... O belo esfrega os olhos e não entende nada. "Amor?!" O silêncio como resposta o deixa intrigado. O cheiro de incenso começa a mexer com o imaginário dele... Todo aquele clima deixa o biólogo excitado. Aroma de Fleur D´Amour!
"Anyne, o que que você tá aprontando hein?!"
"Back at once" começa a tocar...
"Sh..." A mão da amada tapa a boca dele, abraçando-lhe por trás. Uma venda é colocada sobre seus olhos e Anyne o coloca sentado sobre o sofá. Logo após, a gata senta no seu colo, de frente, e a música muda para "Amor gitano" da Beyoncé... "O que foi dessa vez, amor?!" Anyne responde colocando morango na boca do amado. "Hum... Morango com chocolate é pra acabar comigo..." A bela responde ao pé do ouvindo enquanto passa as unhas no peito dele "O que vai acabar com você hoje, meu bem, não são os morangos..."
Anyne levanta e se afasta dele. "Pieces of me" volta a tocar enquanto Lucas começa a tirar a venda dos olhos... O mocinho fica boquiaberto quando...