sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Por que professor?
Por uma vida um tanto menos ordinária
Esses dias eu conheci um mocinho na balada. Muito educado, gracinha, alguns anos mais jovem. A aproximação dele aconteceu de forma direta e gentil, muito bem orientada. Desde o início ele sabia o que queria e exalava a confiança (talvez proveniente da extrema beleza) de que podia qualquer coisa que quisesse… Alguns minutos conversando comigo, ele tentou um beijo. Não dei.Não sei dizer ao certo porque sequer troquei telefone com ele. Talvez — apesar do meu desejo — eu tenha usado aquela situação pra refletir e perceber que o discurso feminista que a gente sustenta tanto, aquele mesmo da independência e iniciativa feminina, pode gerar o efeito contrário muitas vezes.
A gente estava tendo uma conversa deliciosa… Mas quando o amigo chegou com seu olhar de reprovação vc-tá-nessa-ainda e o moço se deu conta que havia passado 30, 40 minutos conversando apenas comigo em uma boate lotada de gente (leia-se muitas possibilidades) retraiu-se. Fui educada e simpática, agradeci a companhia e saí.
Por que contar essa história? Porque eu acho que toda mulher merece um cara que gaste mais de 40 minutos, insistindo, conhecendo e se deixando conhecer antes de tentar colocar a língua dentro da boca dela. Nada contra a filosofia do “ficar”… Mas é que hoje eu vejo que a nossa vida perdeu boa parte do romance. E da corte, do flerte, da conquista, da sedução… As relações são quase todas fast-foods, e a gente tem tanta fome de viver, que vai atropelando fases e vai atropelando tudo. E mata — sem se dar conta — o tempo necessário pra perceber se aquela história podia ser mais… Se o cara era legal, ou você era legal… Vai saber.
Eu acho que eu tô ficando careta. Nunca achei que eu fosse dizer isso, mas tô. Acho que a gente veio “deseducando” os homens durante todo esse tempo, e deixou tudo tão fácil, tão disponível e tão acessível que matou todo o encanto…
Por que simplesmente não beijar o cara quando estiver com vontade? Por que relutar em atender a cada desejo e necessidade nossa (inclusive sexual) no instante mesmo em que elas aparecem? Afinal, não somos mulheres modernas? Respondo.
Porque depois de um tempo, a maioria de nós reclama de solidão e vazio. E não entende por que ele não percebeu que você é incrível e te convidou para a festa da empresa. E se sente abandonada, sozinha…
Fazer um almoço completo, com uma salada gostosa, uma massa com molhos, temperos e a proteína escolhida, pode dar o trabalho de ir pegar os tomates frescos na feira, marinar o peixe, lavar as folhas, misturar condimentos, mas traz uma experiência e um sabor que não podem ser comparados ao de passar no drive-thru daquela loja de sanduíches e ingerir em dois minutos o cheeseburguer com bacon.
Eu não quero beijos fast-food, não quero sexo fast-food. O cheeseburguer pode ter lá o seu espaço e o seu charme, mas é barato, gorduroso, faz mal pro coração e deixa a gente se sentindo feia e inchada no dia seguinte. Como nós, os homens também querem ser sacudidos até perderem o juízo, também querem se sentir vivos. Também querem se apaixonar e — por mais que neguem — encontrar aquela que enlouquecerá suas cabeças. Me chamem de quadrada, mas eu não acho que vai ser a moça cuja língua ele conheceu antes mesmo de dar oi. A mesma moça que depois, em casa, vai ficar se perguntando por que histórias incríveis só acontecem no cinema.
(Ao moço dos olhos azuis que conheci numa noite de quarta em dezembro naquela boate do lago, saiba… eu teria dado o meu telefone a você.)
domingo, 6 de dezembro de 2009
A difícil arte de ser feliz
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Fugere vitae!
SEM VOCÊ (Rosa de Saron)
Minha vida, minha história
Só fez sentido quando te conheci
Seus olhos, sua face, me levam além do que pensei
Se às vezes me escondo, em você me acho
Nem dá pra disfarçar
Preciso dizer: você faz muita falta
Não há como explicar...
Foi sem você que eu pude entender
Que não é fácil viver sem te ter
Meu coração me diz que não
Eu não consigo viver sem você, sem você
Foi sem você que eu pude entender
Que não é fácil viver sem te ter
Meu coração me diz que não
Eu não consigo viver sem você, sem você
Nunca sem você
Meu senhor, meu senhor eu não sou nada,
Sem você, sem você...
O texto:
Os tempos do verbo AMAR (Francisco Pereira Nóbrega)
Avisa-se a quem interessar possa que "amar " é verbo irregular. Não me peças seus tempos que todo tempo é marcha para o fim. Mas o amor, enquanto perdura, pode ser eterno.
O presente do verbo "amar" começa no passado. Quando alguém diz " te amo" , já começou a amar. Como o passado, também se conjuga o futuro. Quem disser " amanhã te amarei" está dizendo que o amor já começou.
O condicional é tempo que este verbo desconhece. Você diz "vou se" "atravesso se" - e expressa a condição. Mas o amor desconhece condições. Você vai, vem, atravessa, salta obstáculos impossíveis porque ama. Imagine que alguém amaria a jovem, "se" fosse rica. Quem assim pensa, jamais amará. Porque se ama apesar da pobreza, de tudo o mais. Condições não há. Ao final, a gente nem sabe por que ama. Ao amor não se pergunta o porquê. O amor não tem lógica. A lógica não tem amor.
Para se amar, existir é a condição única. Só isso é suficiente ao vento que leva o pólen às flores do mesmo galho, aos átomos nas moléculas, às estrelas nas galáxias. Para se amar, todo condicional é supérfluo. Nasci livre para fazer na vida o que quisesse. Mas nasci condenado a amar.
Não tem condicional este verbo, nem imperativo sequer. Se amor fosse uma ordem – de fora para dentro –em sua própria essência estaria esvaziado. O amor é o imperativo que vem de dentro. É a escravidão voluntária e gostosa. Quando ela acontece, ninguém se pertence mais.
O tempo perfeito também não existe. O amor dos humanos é feito de ciúmes, briguinhas, até gostosas demais. Ao final, toda reconciliação é maior que o atrito que passou. Nisso, os que se amam fazem consigo o que Deus faz conosco: depois de cada falta o mesmo amor.
Se não há tempo perfeito, menos ainda o mais-que-perfeito. Deixemos às máquinas, aos computadores a rotina da perfeição acabada. O amor é avesso à eterna repetição do mesmo.
A mulher se renova todos os dias, diante dos espelhos, nos mil requintes da feminilidade, buscando o mais-que-perfeito que – ela mesma sabe – é tempo que jamais conjugará. E o homem acostumou-se a dela pensar que uma face resta que ainda não foi revelada. A perfeição acabada se fossilizou no passado. O amor é futuro que nunca termina de chegar.
Todos os tempos, portanto, se confundem na irregularidade do verbo "amar". Em compensação, outros tempos restaram que noutros verbos não há. São os tempos de amar escondido, proibido, do amar inconfessável. É o verbo amar nas formas que nem se pode pensar.
E a memória registrou:
Campos dos Goytacazes, 02 de novembro de 2009.
Sem comentários!
sábado, 5 de setembro de 2009
Fasezinha gostooooosa...
Caros leitores,
Segue um trecho fantástico de um livro que li há alguns anos... Comentários estão abaixo.
"MANTENHA A SUA SENSAÇÃO DE CONTROLE
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Aniversário de 15 anos (Juliana Monteiro)
Minha irmã,O que parecia tão distante, finalmente chegou... Falávamos dos teus quinze anos há bastante tempo! Quantas conversas, discussões, lágrimas, entre muitas outras coisas, essa festa não custou, não é?! Venho há uma semana pensando em algumas palavras para te dizer neste dia tão especial não só em tua vida, mas na vida de todos que te amam e te querem bem...
Eis que a arte de escrever, tarefa antes tão fácil para mim, transformou-se hoje numa árdua experiência. Parece que as palavras me escapam, e brincam de se esconder em minha mente... Logo hoje! Ai, é tão difícil... Tão difícil dizer tanta coisa... As palavras, por melhor escolhidas que sejam, não dão conta de transmitir tanto sentimento que há dentro do meu peito... Talvez por ser a minha irmãzinha, o meu bebê, a minha princesinha, a minha menina... Talvez por serem quinze anos... Ou simplesmente por eu amar tanto você, meu amor!
Meu Deus, como o tempo passa, sem que a gente sequer se dê conta disso... Ontem você era tão, tão menina... Tão frágil, tão garotinha... Agora me abraça tendo a minha altura... Ontem a gente fazia piscinas na areia da praia, corria pelo Caparaó, inventava mil e uma brincadeiras na casa da praia,... Hoje a gente ensaia passos da sua valsa de 15 anos...
Lágrimas me cortam a face sem nem pedirem licença... O coração parece bater descompassado, sabe, e a mente é como se se recusasse a acreditar... Que o tempo passou e que quinze anos se foram... Queria ter você sempre em meus braços, te proteger, te apertar bem forte para que nada nem ninguém pudesse te fazer mal algum... Mas tenho que te deixar viver, porque é só a vida quem ensina...

Posso é estar do teu lado, minha linda, sempre sempre sempre, em todos os momentos da tua vida... Por que? Há muitos porquês, mas o mais importante é porque eu te amo, você é parte de mim, é um dos ares que respiro, é uma das razões da minha existência...
Que Nosso Senhor te proteja, e derrame sobre você infinitas bençãos! Desejo-lhe, em primeiro lugar, muito amor e saúde. Quaisquer outras conquistas, em nossas vidas, são fruto única e exclusivamente do nosso esforço!
Que você nunca, nunca mude o seu jeitinho magnífico de ser...
Você é a irmã mais perfeita que a Vida poderia ter me dado!
Eu amo você, princesa!
Feliz Aniversário!
Do seu irmão chorão, mas que te ama mais que tudo...
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Santiago de Chile - 27.07.09 2h
* Marina - Você vem em primeiro lugar, gata! Cara, quando peguei a sua mensagem de despedida ao lado do computador, chorei compulsivamente. Em duas semanas, você me ensinou a te amar, garota! Seja o que você é sempre... Linda, espontânea, sincera, de bem com a vida! O mundo precisa de pessoas que entendam que o tempo passa e que é preciso viver e não existir e, assim, fazer a diferença na vida do próximo. Você mudou a minha vida!
* Liana - Você é incomparável! Queria seus abraços todo dia, seu beijo de bom dia, seus sorrisos, seu jeitinho gostoso de viver a vida. Aprendi com você mais do que imagina que possa ter me ensinado! Não é por acaso que entramos na vida um do outro... Nunca me esquecerei que "a gente não está nesse plano para satisfazer a ninguém... vivamos, porque essa vida passa... aproveitemos e esqueçamos essa coisa de culpa...". Grande beijo, minha linda!
* Camila - "Amigo, a gente precisa conversar..." (risos). Meu coração ficou apertadinho agora em lembrar disso! Ah, te extraño tanto, cariño! Você é tão especial! Te conhecer foi demais... Demais mesmo... "Já que namorar tá difícil, vamos beber!". Sem palavras! (risos)
* Sara - Minha pseudo-francesa... Você é diferente de tudo que conheci na vida (risos)... Originalíssima! A boina, os traços franceses, o humor, o jeitinho cativante... Afinal, você não é obrigaaaaaada! (gargalhadas)... Seja sempre essa mulher espetacular que você é, afinal "o babado é certo, filha!" rsrsrsrs
* Stella - "Oh, mano, tá me tirando?" Sarang Heyo!!!! Eita coreana arretada! Linda, seja sempre essa pessoa pura que você é... Pura em todos os sentidos. Todos! O mundo precisa de pessoas que tenham a energia, a pureza, a delicadeza, o olhar, a ternura de uma criança, como você esbanja!!! Você é um ser angelical! Te conhecer foi uma experiência incrível, a ponto de me fazer rever meus próprios conceitos de "maldade", "amizade" e "inocência". Parabéns por ser quem você é!
* Leonardo - Uma pessoa insubstituível! As aulas contigo foram inesquecíveis... Divertido, original, inteligentíssimo! "Enton tá bien, neh?!" (risos). Nossa turma foi a melhor que já tive na vida... Uma integração incrível, neh?! A vida ainda te ensinará muita coisa, my dear, pode ter certeza! Grande abraço!
* Nicolas e Perroud - Vocês são duas figuras!!!! (risos). Nicolas: "Oh, Doug, me ajuda, véi, eu to borracho pra caralho...". Muito irado conhecer vocês, brothers! Valeu por tudo!
* Rebeca e Juliana - Vocês são lindas, mas são mais lindas ainda por dentro. São a prova clara de que rostinhos bonitos podem também ser pessoas inteligentes, cativantes e simpáticas. Amei conhecer vocês, meninas!
* Silvia, Cecy e Andrea - A chinesa, a brasuca e a japa! (risos)... Vocês são especialíssimas em minha vida! Obrigado por tudo que vivemos...
*Bruna e Giovana - Cuidado com o Léo, gente! Mantenham-no longe da bebida (gargalhadas)... Bruna, beba com ele, honey! É o melhor conselho que eu tenho pra te dar... Nada como emborracharse juntinho... :-)
* Raphael e Larissa - Não sei se falei isso, mas vocês formam um casal lindo! (risos). Me diverti bastante com vocês também... Vamos manter contato, beleza?
* Will, Bia, Dani, Gaby e Rodrigo - Não tivemos a oportunidade de nos conhecermos direito, mas vocês são super legais também... Amei o accento nordestino da Bia e do Will (risos). Valeu, galera!
* Emison - Falando em acento nordestino, vc é arretado hein, mocinho?! Um cara de bem c a vida, inteligente, alegre... Adorei conhecer vc, já é um amigo super especial...
Amanhã, quando estiver menos cansado, escrevo mais, galera! Boa semana a todos e boa viagem aos que ainda não voltaram para o País das Delícias...
Doug
terça-feira, 21 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Antiga descrição do meu orkut
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Tinha uma pedrinha no meio do caminho...
Adorei sua cordial resposta à crítica. Constatei vários pontos que me instigaram a alma ao ler o seu texto: a falta de academicismo é uma delas! Ora, seu tom de pseudoelitismo se apresenta tão rapidamente, meu caro? Nossa, pensara eu que iria custar a fazê-lo! Never mind...
Vamos brincar de desconstruir pontes? Olha como se brinca disso:
"Pois então, tua análise começa com uma pequena introdução de quatro parágrafos. Tu chama de introdução, mas parece mais uma sessão de massagem ao próprio ego. [Volte ao 4º parágrafo do texto em que me justifico pela introdução, e cuidado ao falar bobagem, mocinho! Coisa feia, hein?!] Na verdade o texto não tem introdução nenhuma, se não tivesse título o leitor só saberia do que se trata essa verborrose depois da citação de Voltaire. [E qual seria a graça de entregar os pontos tão depressa? Já é de praxe, num texto acadêmico, guardar as boas cartas da manga para o fim do jogo! rs] No devido texto, teus argumentos são fragéis e esparsos. Digo esparsos porque o tamanho do texto se deve a narrativas que nada tem em relação à amálise. [Vamos ver se eu entendi: meu texto tem argumentos esparsos porque é grande? Nossa, nunca soube que tamanho do texto fosse o critério para se definir a riqueza dos seus argumentos!] E são frágeis porque contradizem uns aos outros. [E que contradições seriam essas, meu caro? Não acuses sem apontar/definir as falhas. Caso contrário, fica naturalmente evidenciado sua falta de competência!] Tu citas alguém para criticar a tradução de um texto. Tu fala de raciocínio circular, mas o teu único argumento que defende Meyer é que o livro fala de amor, e que amor é bom. [Aqui então eu acho que a única coisa que posso dizer-lhe é: LEIA TODO O TEXTO OUTRA VEZ! Se fiz as citações supramencionadas, foi exatamente para trazer argumentações ricas e sustentáveis ao texto, querido, e não para mostrar excessiva sapiência. Afinal, quem muito sabe não precisa dizer que sabe, correto?] Enfim, não dou a essa aberração que você chama de texto [Ai, mas que falta de elegância! Não chamo de "texto", meu caro, chamo de CRÍTICA ACADÊMICO-LITERÁRIA! Um universitário que se pretenda profissional deve ter mais cuidado com as palavras, André!] o luxo de mais de 20 minutos do meu tempo [Tempo esse que, pelo visto, é aproveitado com comentários não-tão-cuidadosos!] e te deixo um último conselho:Dá próxima vez que quiseres refutar algum argumento, não o faça. [Amei esse final! É de uma irritação tão instigante que me conduz a orgasmos intelectuais tântricos!]"
Meu amigo, só tenho a agradecer-lhe por ter me feito rir com um comentário à altura da sua resenha! Enfim, o mundo é plural, não é, querido?!
Voltemos a Voltaire: “Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defendereiaté a morte o vosso direito de dizê-lo!”
Saudações cordiais!
D. Lemos