A cada dia tenho a sensação de estar “em namoro novo”. Brinco com a expressão porque o início de um namoro sempre é gostoso, o casal ainda está se conhecendo, mal sabe o que o outro gosta ou não gosta, sonha ou não sonha... “Estar em namoro novo” é aquela coisinha gostosa de ouvir o telefone tocar e sair correndo feito louco pensando, ou até mesmo dizendo: “É meu bebê!”. “Estar em namoro novo” é acordar de manhã cedo, dar aquela espreguiçada básica e pensar “Será que já acordou? Será que tomou café da manhã? Será que está pensando em mim?”.
“Namoro novo”... Troço bão sô! As crianças já aprendem desde pequenas a curtição, e ensaiam tão logo um “tá namorando, tá namorando”... Oh, vontade de voltar aos cinco anos de idade, só para dizer: “Eeeeei, olha, to namorandoooo, to namorandoooo!”. “Namoro novo” é puro sexo! É um sexo assim quase Cirque Du Soleil (com licença poética aos autores da Terça)... É um sexo que envolve dados de posições, géis de chocolate, preservativos aromatizados e a curiosa “doceneta”.
“Namoro novo” e “doceneta” têm tudo a ver! Meus leitores puritanos exacerbados por favor não leiam o resto desta crônica. Claro, porque uma caneta que escreve no corpo e ainda tem sabor de leite condensado é uma das invenções mais revolucionárias e (diga-se de passagem) bem pensadas da indústria de produtos eróticos! Ah, “namoro novo”, “sexo” e “gargalhadas” também têm tudo a ver!
Sim, porque a carga gelada da caneta na pele produz cócegas e risos na pessoa amada, que diz, com a voz mais gostosa do mundo “Mow, pára, ker bincar mais naum... Chega di iskevê!”. “Namoro novo” é usar a bendita “doceneta” para rabiscar “Te amo” na mais suave folha de papel: o corpo da pessoa amada!
“Namoro novo” é, após um fim de semana perfeito, ouvir: “Mow, fica comigo pela vida toda?!” e sobretudo responder, estufando o peito, “Só se o para sempre começar agora!”. “Namoro novo” é ouvir “Oi, gostoso!” ao fazer aquela ligação e abrir um sorriso que custa a voltar para o lugar.
“Namoro novo” é fazer “barrinha de chocolate”, “sorvete de flocos” e “batatinha frita” virarem apelidos tão somente por ser “a primeira coisa gostosa que veio à cabeça”. “Namoro novo” é assistir a “Verônica”, “Lembranças”, “A ilha do medo”, “Tristão e Isolda”, “A órfã”, “Chico Xavier”, “Fúria de Titãs”, “Uma noite fora de série”, “Premonição 4” (dormimos, mas valeu a pena só pelo cheirinho do cangote), “Simplesmente complicado”, etc., tudo bem agarradinho e passando o dedo médio na palma da mão (nada sugestivo).
Ai ai... “Namoro novo” é recordar tudo isso em 5min, só para chegar aqui e dizer: “Amor, te amo muito, tah?!”. RS RS RS



